terça-feira, 7 de novembro de 2017

Caucaia unida pelo não fechamento do Colégio Cenecista Luzardo Viana anunciado pela CNEC


A Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC), grupo que comanda uma rede de escolas no Ceará, anunciou a suspensão, por dois anos, das atividades do Colégio Luzardo Viana, em Caucaia. Desde o anúncio, na semana passada, muitos caucaienses se posicionaram a favor da manutenção da escola surgindo um grande movimento o município.
A Câmara Municipal, abriu a sessão desta terça-feira, 7, com a voz embargada pela emoção da diretora do Colégio Luzardo Viana, Ângela Viana. A professora, que ocupa também um cargo na diretoria, usou a tribuna para explicar a triste situação de um dos colégios mais respeitados da Caucaia.
Redução de Alunos
Segundo Ângela, a escola recebeu um oficio da CNEC anunciando suspensão das atividades escolares por um período de dois anos. “E esse ofício foi entregue quando a toda a escola estava pronta para o ano que vem”, observou. No oficio lido pela diretora, a CNEC argumenta que o período seria uma forma de readequar o colégio às novas tecnologias da instituição. Ângela conta que há uma inversão de fatores, pois a escola sempre cumpriu as normas exigidas pelo órgão.
O Centro Educacional Cenecista Luzardo Viana, teve uma redução de alunos por conta do aumento das mensalidades, fazendo com que a escola ficasse com períodos ociosos. O colégio atendia nos três turnos e agora só tem atividades pela manhã. A professora afirma que a redução das matrículas se deve pelo aumento imposto pela CNEC. “Nós não tememos culpa do que está acontecendo. Nós não temos voz”, afirmou.
Patrimônio Cultural
No último dia 31, houve uma reunião interna com todos que fazem o Centro Educacional, e Ângela conta que viu a emoção e revolta estampada no rosto de pais, professores e alunos. “É isso que me motiva a lutar por esse patrimônio que é o colégio Luzardo Viana”, argumenta.
Indignada por não poder fazer nada, a professora disse que entregou seu cargo de diretora, mas afirmou que continuará lutando pela escola. “Eu entrego meu cargo de diretora. Não vou continuar com a CNEC, mas irei continuar lutando pelo Luzardo Viana”, disse emocionada.
Os coordenadores, professores e colaboradores, utilizaram a tribuna para também mostrar sua indignação, como foi o caso de DJota, representante dos funcionários do colégio há mais de 40 anos. E faz uma denúncia sobre o Campanha Nacional de Escolas da Comunidade. “A CNEC não pretende reabrir o colégio em dois anos. O objetivo deles é demolir a estrutura para fazer um prédio de investimentos. Ou seja, o real motivo para esse fechamento tão repentino é interesse imobiliário”. O pai de uma das alunas do colégio, que também foi aluno do Luzardo reafirma a denúncia do representante e fala que “não se pode deixar isso acontecer”.
Mobilização
Os vereadores presentes na Casa, sensibilizados com a explanação da diretora, se comprometeram a ajudar da forma que for. A Câmara conta com alguns parlamentares que foram alunos do colégio, como é o caso do Pastor Dalmacio que, de pé, falou “não deixei o colégio que fez parte da minha história e da minha família morrer”.
A presidente Natécia Campos também se sensibilizou e falou que irá “procurar o Executivo para que se encontre uma solução que impeça essa perda, que é ter um colégio tão respeitado, de portas fechadas”. Natecia falou que todos podem ajudar compartilhando nas as redes socias a campanha #ficaluzardoemcaucaia.
Quem também se fez presente nessa luta foi o vereador de fortaleza e ex-aluno Soldado Noelio (PR) que utilizou a tribuna para falar que irá disponibilizar todo o apoio e tempo do mundo para evitar que o colégio que fez sua base educacional feche as portas.

Coleboração e fotos de Camila Pinheiro

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