terça-feira, 7 de agosto de 2018

Vereador Mickauê Francklin volta a denunciar atraso de pagamento dos bolsistas da Ingete em Caucaia

Vereadores de aposição Mickauê Francklin e Emília Pessoa
A sessão que retomou oficialmente os trabalhos da Câmara Municipal de Caucaia nesta terça-feira, 7, expôs mais uma vez um problema recorrente que parece não ter solução aparente. As denúncias contra os maus tratos do Instituto Nacional de Gestão, Educação, Tecnologia e Inovação  (Ingete) para com os bolsistas lotados nas escolas do município.
O vereador Mickauê (PR) usou a tribuna para denunciar, mais uma vez, o atraso no pagamento de vários bolsistas e relatou que todos os esforços feitos no semestre passado para solucionar a questão deram em nada.
Inclusive lembrou que o próprio prefeito Naumi Amorim, quando esteve na casa legislativa defendendo a aprovação do projeto da CAF, disse que ia se empenhar para dar uma resposta positiva aos trabalhadores.
Segundo o vereador Mickauê as promessas não foram cumpridas e o instituto continua maltratando os profissionais que já começam a abandonar os postos de trabalho prejudicando o andamento do ano letivo.
Mickauê diz não entender o método da Ingete para pagar pessoal. “Umas pessoas recebem em um mês, no outro não recebem e depois voltam a receber. Parece que eles fazem um sorteio para saber a quem pagar”, disse o vereador buscando uma compreensão.
Na sessão desta terça-feira, 7, ele pediu uma intervenção mais direta da Câmara uma vez que a casa aprovou o projeto do Executivo que previa o convênio com a Ingete, um instituto ligado à Universidade Estadual do Ceará (UECE). Desde que o convênio foi firmado, ha quase seis meses, são constantes as reclamações e o assunto tem sido pauta de todas as reuniões da casa.
O vereador Jorge Luiz reafirma ser inadmissível que ainda não se tenha uma solução, enquanto o vereador Eneas Goes diz ser a favor do cancelamento esclarecendo que a situação de desrespeito para com os trabalhadores de Caucaia “já passou dos limites”.
A vereadora Emília falou da sua indignação pela falta de resolução e relatou escolas que estão com as atividades comprometidas por conta do abandono dos funcionários que estão buscando outras fontes para sustentar suas famílias.
Também manifestaram indignação os vereadores Weibe Tapeba, Sebastião Conrado, Ricardo Cordeiro, Natecia Campos e Fernando do Picuí. Weibe, inclusive anunciou que o Ministério Público Federal foi acionado por conta de uma senhora que estava grávida, teve o filho e, mesmo assim foi cortada do programa de bolsa pelo instituto.

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